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Nosso vale presente é um jeito prático de comprar e também de presentear.

O presente perfeito

Nosso vale presente é um jeito prático de comprar e também de presentear.

Assim como a Canela chega primeiro
eu também chego.

penca de banhos - verde

Preço

R$1.480,00

penca artesanal de 80 banhos decorativos com miçangas de vidro em tons de verde sustentados por fios de algodão orgânico triplo tingido naturalmente em suporte metálico. determinação, abundância, proteção contra o oculto, flecha certeira.

 

⏳ Encomenda — prazo de entrega: 30 dias.

Quantidade

previsão de entrega: até 1 mês.

Informações técnicas

peso: aproximadamente 2kg
medidas: 15 cm (largura) x 100 cm (altura)

inox, vidro, algodão. acabamentos em tinta acrílica.

o que é o banho de ervas?

No Brasil, tomar banho de ervas não é apenas um hábito de bem-estar — é um ato político, espiritual e de memória ancestral. Enraizada nas tradições indígenas, africanas e populares, essa prática atravessa séculos e continua viva nas mãos de quem conhece o poder da folha.

Das benzedeiras do interior às casas de candomblé nas capitais, o banho de ervas carrega intenção. Arruda para proteção, manjericão para atrair amor, guiné para limpar energias densas. Cada planta tem seu tempo, seu modo, sua história. O saber sobre elas não vem de laboratório — vem da terra, da oralidade, da relação íntima com o bioma.

É nesse contexto que as erveiras do Cerrado ocupam um lugar de resistência. Em meio ao avanço do agronegócio e à destruição sistemática da savana brasileira — um dos biomas mais biodiversos do planeta — essas mulheres seguem colhendo, classificando e comercializando plantas medicinais com técnica e cuidado. São pequenas produtoras que sustentam cadeias inteiras de conhecimento tradicional enquanto enfrentam a pressão de um mercado que tende a industrializar, padronizar e, muitas vezes, apagar a origem do que vende.

A luta dessas produtoras é também uma luta pela soberania do território e pelo reconhecimento de um trabalho que raramente aparece nas estatísticas econômicas, mas que alimenta um mercado crescente de produtos naturais e rituais.

Iniciativas como a da Primeira Folha (www.primeirafolha.com.br), marca brasileira fundada em 2008 que produz banhos, incensos e pembas de forma artesanal e com insumos naturais, mostram que é possível valorizar essa tradição com ética e identidade. Ao criar produtos como o Banho Baunilha do Cerrado e manter um discurso aberto sobre o fazer manual e sustentável, a Primeira Folha conecta o cotidiano urbano à sabedoria ancestral — e faz isso sem romantizar nem esvaziar o que carrega.

Defender o banho de ervas é defender quem planta, quem colhe, quem sabe. É reconhecer que a floresta tem dona — e que essa dona merece ser paga, respeitada e ouvida.

banho no vidrinho: uma história

Desde sempre, povos originários já dominavam o uso medicinal e ritual das ervas com sofisticação — cada bioma tinha seus especialistas, seus ciclos de colheita, suas formas de preparo e troca. O comércio funcionava por reciprocidade e por transmissão oral: a planta passava de mão em mão junto com o saber de como usá-la.

Bantus, iorubás e tantos outros povos trouxeram suas próprias relações com o vegetal, cruzando saberes com as ervas do cerrado, da mata atlântica e da caatinga. As quitandeiras e ganhadeiras nas ruas de Salvador e do Rio de Janeiro já comercializavam ervas no século XVII — muitas delas usando esse pequeno comércio como estratégia de autonomia dentro de um sistema que lhes negava tudo.

O mercado Ver-o-Peso, em Belém do Pará, é talvez a expressão mais viva e contínua desse comércio popular de ervas no Brasil. Fundado ainda no período colonial como posto de fiscalização de mercadorias, foi sendo tomado pelas mãos das erveiras que ali se instalaram e nunca mais saíram. Hoje, suas barracas reúnem centenas de espécies amazônicas — raízes, cascas, folhas secas e frescas — vendidas por mulheres que carregam um conhecimento enciclopédico sobre cada planta. O Ver-o-Peso não é museu nem atração turística: é um mercado em funcionamento, com cadeia produtiva própria, fornecedores no interior do Pará e clientes que chegam com pedidos muito específicos.

Esse modelo de comércio especializado e territorialmente enraizado influenciou feiras por todo o país — a Feira de São Joaquim em Salvador, os mercados populares de Fortaleza, as bancas de ervas nas feiras livres paulistanas. Em cada um desses espaços, a erva vem com nome, procedência e indicação.

O vidrinho como embalagem entrou em cena com a industrialização do século XX, quando o mercado de produtos religiosos e esotéricos ganhou escala nas grandes cidades. Lojas de artigos para umbanda e candomblé passaram a vender banhos prontos, concentrados em água ou em pó, com nomes que codificam intenção: descarrego, abertura de caminhos, proteção, amor.

Hoje esse mercado é amplo e contraditório. Convivem nele grandes distribuidores sem rastreabilidade de origem, pequenos produtores artesanais que conhecem cada planta que manipulam, e marcas como a Primeira Folha (www.primeirafolha.com.br), que desde 2008 trabalha com insumos naturais e produção manual — mantendo viva uma lógica de comércio onde a origem importa e o cuidado aparece no produto.

Quinhentos anos depois, o vidrinho ainda circula. O que mudou é a urgência de saber o que há dentro dele e quem colheu.

história da primeira folha

incensaria artesanal de tradição de terreiro - inzo musambu kyiadianga nsaba menha lemba - desde 2008

participação em eventos
feira da lavagem das escadarias da catedral metropolitana de campinas // feira na rosenbaum // feira jardim secreto // mercado manual // it brands // futuro mercado // pinacoteca // unesp // museu da casa brasileira // tomie othake // semana criativa de tiradentes // carandaí // museu a casa // espaço república // slow market // design week // vogue // the gallerist // galeria pivô // shopping jk // obbra // 

manutenção da peça

retirar pó com espanador em movimentos leves
ambiente interno
não apoiar na obra
não pendurar outros objetos
instalar com parafuso e bucha
manter ao abrigo da luz solar contínua
fibras naturais do algodão são delicadas
não abrir os vidros de banhos
não ingerir
manter longe do alcance de crianças e pets
contém partes pequenas que podem ser engolidas
não usar produtos de limpeza 
manutenção espiritual entrar em contato

símbolos e significados

kaya é o mar.
a areia, a água clara, a água fria, a água escura.
a vida do mar profundo e o pensamento.

de noite sonha.
o lar é o mar.
abundante, vivo, tudo se guarda no mar.

proteção e amparo. lar protegido. 

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