O presente perfeito
penca de banhos - azul claro
R$1.100,00
penca artesanal de 50 banhos decorativos com miçangas de vidro em três tons de azul transparente sustentados por fios de algodão orgânico triplo tingido naturalmente em suporte metálico. proteção, paz no lar, bons sonhos, tranquilidade.
Quantidade
Informações técnicas
peso: aproximadamente 4,5kg
medidas: 45 cm (largura) x 65 cm (altura)
inox, vidro, algodão. acabamentos em tinta acrílica.
o que é o banho de ervas?
No Brasil, tomar banho de ervas não é apenas um hábito de bem-estar — é um ato político, espiritual e de memória ancestral. Enraizada nas tradições indígenas, africanas e populares, essa prática atravessa séculos e continua viva nas mãos de quem conhece o poder da folha.
Das benzedeiras do interior às casas de candomblé nas capitais, o banho de ervas carrega intenção. Arruda para proteção, manjericão para atrair amor, guiné para limpar energias densas. Cada planta tem seu tempo, seu modo, sua história. O saber sobre elas não vem de laboratório — vem da terra, da oralidade, da relação íntima com o bioma.
É nesse contexto que as erveiras do Cerrado ocupam um lugar de resistência. Em meio ao avanço do agronegócio e à destruição sistemática da savana brasileira — um dos biomas mais biodiversos do planeta — essas mulheres seguem colhendo, classificando e comercializando plantas medicinais com técnica e cuidado. São pequenas produtoras que sustentam cadeias inteiras de conhecimento tradicional enquanto enfrentam a pressão de um mercado que tende a industrializar, padronizar e, muitas vezes, apagar a origem do que vende.
A luta dessas produtoras é também uma luta pela soberania do território e pelo reconhecimento de um trabalho que raramente aparece nas estatísticas econômicas, mas que alimenta um mercado crescente de produtos naturais e rituais.
Iniciativas como a da Primeira Folha (www.primeirafolha.com.br), marca brasileira fundada em 2008 que produz banhos, incensos e pembas de forma artesanal e com insumos naturais, mostram que é possível valorizar essa tradição com ética e identidade. Ao criar produtos como o Banho Baunilha do Cerrado e manter um discurso aberto sobre o fazer manual e sustentável, a Primeira Folha conecta o cotidiano urbano à sabedoria ancestral — e faz isso sem romantizar nem esvaziar o que carrega.
Defender o banho de ervas é defender quem planta, quem colhe, quem sabe. É reconhecer que a floresta tem dona — e que essa dona merece ser paga, respeitada e ouvida.
banho no vidrinho: uma história
Desde sempre, povos originários já dominavam o uso medicinal e ritual das ervas com sofisticação — cada bioma tinha seus especialistas, seus ciclos de colheita, suas formas de preparo e troca. O comércio funcionava por reciprocidade e por transmissão oral: a planta passava de mão em mão junto com o saber de como usá-la.
Bantus, iorubás e tantos outros povos trouxeram suas próprias relações com o vegetal, cruzando saberes com as ervas do cerrado, da mata atlântica e da caatinga. As quitandeiras e ganhadeiras nas ruas de Salvador e do Rio de Janeiro já comercializavam ervas no século XVII — muitas delas usando esse pequeno comércio como estratégia de autonomia dentro de um sistema que lhes negava tudo.
O mercado Ver-o-Peso, em Belém do Pará, é talvez a expressão mais viva e contínua desse comércio popular de ervas no Brasil. Fundado ainda no período colonial como posto de fiscalização de mercadorias, foi sendo tomado pelas mãos das erveiras que ali se instalaram e nunca mais saíram. Hoje, suas barracas reúnem centenas de espécies amazônicas — raízes, cascas, folhas secas e frescas — vendidas por mulheres que carregam um conhecimento enciclopédico sobre cada planta. O Ver-o-Peso não é museu nem atração turística: é um mercado em funcionamento, com cadeia produtiva própria, fornecedores no interior do Pará e clientes que chegam com pedidos muito específicos.
Esse modelo de comércio especializado e territorialmente enraizado influenciou feiras por todo o país — a Feira de São Joaquim em Salvador, os mercados populares de Fortaleza, as bancas de ervas nas feiras livres paulistanas. Em cada um desses espaços, a erva vem com nome, procedência e indicação.
O vidrinho como embalagem entrou em cena com a industrialização do século XX, quando o mercado de produtos religiosos e esotéricos ganhou escala nas grandes cidades. Lojas de artigos para umbanda e candomblé passaram a vender banhos prontos, concentrados em água ou em pó, com nomes que codificam intenção: descarrego, abertura de caminhos, proteção, amor.
Hoje esse mercado é amplo e contraditório. Convivem nele grandes distribuidores sem rastreabilidade de origem, pequenos produtores artesanais que conhecem cada planta que manipulam, e marcas como a Primeira Folha (www.primeirafolha.com.br), que desde 2008 trabalha com insumos naturais e produção manual — mantendo viva uma lógica de comércio onde a origem importa e o cuidado aparece no produto.
Quinhentos anos depois, o vidrinho ainda circula. O que mudou é a urgência de saber o que há dentro dele e quem colheu.
história da primeira folha
incensaria artesanal de tradição de terreiro - inzo musambu kyiadianga nsaba menha lemba - desde 2008
participação em eventos
feira da lavagem das escadarias da catedral metropolitana de campinas // feira na rosenbaum // feira jardim secreto // mercado manual // it brands // futuro mercado // pinacoteca // unesp // museu da casa brasileira // tomie othake // semana criativa de tiradentes // carandaí // museu a casa // espaço república // slow market // design week // vogue // the gallerist // galeria pivô // shopping jk // obbra //
manutenção da peça
retirar pó com espanador em movimentos leves
ambiente interno
não apoiar na obra
não pendurar outros objetos
instalar com parafuso e bucha
manter ao abrigo da luz solar contínua
fibras naturais do algodão são delicadas
não abrir os vidros de banhos
não ingerir
manter longe do alcance de crianças e pets
contém partes pequenas que podem ser engolidas
não usar produtos de limpeza
manutenção espiritual entrar em contato
símbolos e significados
kaya é o mar.
a areia, a água clara, a água fria, a água escura.
a vida do mar profundo e o pensamento.
de noite sonha.
o lar é o mar.
abundante, vivo, tudo se guarda no mar.
proteção e amparo. lar protegido.





































